1. A Igreja em sua Era Triunfal e o Início da Crise
A crise da Igreja consolidou-se no Concílio Vaticano II (1962-5), mas começou de verdade através de um longo processo de paganização e secularização, que lhe preparou o terreno.
As raízes da crise são profundas, remontando aos séculos anteriores de infiltração e ataque ao Cristianismo, que começaram, simbolicamente, com a “soltura de Satanás” mencionada no Apocalipse.
A Igreja, portanto, passou de uma posição de glória a um estado de luta constante, buscando preservar a fé em meio a um mundo que gradualmente se afastava de Deus.
1.1. Uma visão macro da história da Igreja
A história da Igreja pode ser dividida em períodos que refletem tanto a sua glória quanto os desafios enfrentados ao longo dos séculos.
O Apocalipse nos oferece um ponto de reflexão simbólico importante para entender esse contexto. No capítulo 20, encontramos a passagem que menciona Satanás sendo derrotado e preso por mil anos:
“Vi um anjo descer do céu, com a chave do abismo e uma grande corrente na mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e o acorrentou por mil anos” (Ap 20,1-2).
Essa passagem simboliza a vitória de Cristo sobre o paganismo, que culminou na conversão do Império Romano ao Cristianismo.
Esse marco histórico, consolidado pelo Édito de Milão em 313, com o qual o imperador Constantino garantiu liberdade de culto aos cristãos, e a posterior proclamação do Cristianismo como religião oficial do Império Romano em 380, pelo Édito de Tessalônica, do Imperador Teodósio, estabeleceu as bases para a chamada “era triunfal da Igreja”. Durante aproximadamente mil anos, a Igreja viveu um período de estabilidade e supremacia espiritual, social e política.
A Idade Média (séculos V a XV) é considerada o ápice dessa era triunfalista. Após o colapso do Império Romano do Ocidente em 476, a Igreja assumiu o papel de principal guardiã da civilização, preservando a cultura clássica e evangelizando os povos bárbaros.
Durante esse período, a Europa tornou-se profundamente cristã. Eventos como o reinado de Carlos Magno (742-814), que foi coroado Imperador do Sacro Império Romano em 800, e as Cruzadas (1096-1291), reforçaram a identidade cristã da sociedade ocidental. As catedrais góticas, como a de Notre-Dame de Paris (iniciada em 1163), e a filosofia escolástica de São Tomás de Aquino (1225-1274) são apenas alguns exemplos do vigor espiritual e cultural dessa época.
1.2. A “soltura” de Satanás
Contudo, o Apocalipse (20,7-8) também alerta para o momento em que Satanás seria novamente solto, trazendo tribulação à Igreja e à humanidade:
“Quando se completarem os mil anos, Satanás será solto de sua prisão. Ele sairá para seduzir as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gog e Magog, a fim de reuni-las para o combate; o número delas será como a areia do mar.”
Essa “soltura” de Satanás simboliza o fim da Idade Média e o início de um período de crescente secularização. A partir do Renascimento (séculos XIV a XVI), a centralidade de Deus na cultura e na vida humana começou a ser desafiada. Movimentos como o Humanismo renascentista trouxeram um foco maior no homem e nas realizações humanas, frequentemente em detrimento da fé cristã.
No século XVIII, com o Iluminismo, a crise da Igreja tornou-se ainda mais evidente. Filósofos como Voltaire (1694-1778) e Rousseau (1712-1778) promoveram ideias que atacavam diretamente a autoridade da Igreja e os fundamentos da fé.
Voltaire, por exemplo, frequentemente citava a frase “Esmagai a infame!” (Écrasez l’infâme!), referindo-se à Igreja Católica, que ele via como um obstáculo à razão e ao progresso humano.
Ele acreditava que a religião organizada, em particular a Igreja, era responsável por grande parte da opressão e ignorância da sociedade.
“A religião existe para nos tornar felizes neste mundo e no outro; mas, muitas vezes, tem sido usada para inflamar o ódio e perpetuar a miséria.”
Esta citação, do Tratado sobre a tolerância (1763), reflete a crítica de Voltaire às instituições religiosas, especialmente à Igreja Católica, a quem ele atribuía a responsabilidade por divisões e conflitos sociais.
Por sua vez, Rousseau, em O Contrato Social (1762), expressou a visão de que a sociedade, incluindo suas instituições, como a Igreja, corrompe a liberdade e a igualdade naturais dos indivíduos:
“O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se acorrentado.”
Ele defendia uma forma de religião civil desvinculada da autoridade eclesiástica tradicional, o que o colocou em oposição à doutrina católica.
Influenciada por ideias assim, a Revolução Francesa (1789-1799) foi o ápice desse processo, com a perseguição aberta aos cristãos, a destruição de igrejas e a tentativa de estabelecer uma sociedade completamente secular.
2. A Revolução Francesa
2.1. O ataque contra a ordem secular
A Revolução Francesa (1789-1799) buscou mudar radicalmente a sociedade francesa, abolindo tanto a monarquia quanto os privilégios da Igreja Católica.
Primeiro, compreenderemos que esse ataque não foi apenas contra instituições humanas, mas também contra os princípios divinos que essas instituições refletiam.
2.1.1. A Assembleia dos Estados Gerais e o Prólogo da Revolução
Em 1789, diante de uma grave crise econômica e social, o rei Luís XVI convocou a Assembleia dos Estados Gerais, que não se reunia desde 1614. Esse órgão era composto por três estados: o clero, a nobreza e o terceiro estado (burguesia e povo).
O objetivo inicial era resolver os problemas financeiros do reino, mas as tensões políticas transformaram a reunião num catalisador para a Revolução. O terceiro estado, insatisfeito com o sistema de votação, que favorecia o clero e a nobreza, declarou-se Assembleia Nacional, rompendo com a ordem tradicional.
Este foi o primeiro passo concreto da Revolução, culminando, pouco tempo depois, na Queda da Bastilha em 14 de julho de 1789, com a soltura de “presos políticos” (revolucionários, sediciosos etc) – para provar a insubmissão ao governo – um evento simbólico que marcou o início da insurreição popular e a derrubada da autoridade real.
2.1.2. O Ataque à Monarquia como Reflexo do Ódio à Ordem Divina
A Revolução Francesa não se limitou a atacar a Igreja; ela também visava a destruição da monarquia, considerada pelos revolucionários como um símbolo de opressão e desigualdade.
Entretanto, o ódio à monarquia vai além de questões políticas ou sociais. Ele reflete uma rejeição à ordem divina, pois a monarquia é o sistema de governo que mais perfeitamente espelha a hierarquia celeste e a soberania de Deus.
Na monarquia, o rei é visto como o representante de Deus na terra, governando por mandato divino. Assim como Deus é o soberano absoluto do universo, o rei ocupa o papel de liderança suprema numa sociedade ordenada, com responsabilidade pessoal sobre seus súditos.
Essa estrutura hierárquica é natural e reflete a harmonia da Criação, onde cada ser ocupa um lugar designado por Deus.
Os inimigos da Igreja sempre odiaram a monarquia porque ela está intrinsecamente ligada à fé cristã. Subverter a monarquia era, portanto, um passo necessário para subverter a Igreja e implantar um modelo de governo antropocêntrico (com o homem no centro), como a república, onde a autoridade emana do povo e não de Deus.
Na prática, isso abriu caminho para o secularismo, a relativização da Verdade e a remoção de Deus da esfera pública.
2.1.3. A Queda da Bastilha e o Início da Desordem
A tomada da Bastilha em 14 de julho de 1789 simbolizou a rejeição da autoridade real e o início de um período de caos e desordem.
Embora inicialmente apresentada como uma luta pela liberdade, a Revolução rapidamente se tornou um movimento violento e anticristão.
A própria monarquia foi abolida em 1792, e Luís XVI, juntamente com a rainha Maria Antonieta, foi executado na guilhotina em 1793.
2.1.4. A Relação entre a Igreja e a Monarquia
A aliança entre a Igreja e a monarquia era natural e necessária para a manutenção da ordem social e moral. Enquanto a Igreja cuidava das almas e orientava espiritualmente os povos, a monarquia fornecia o suporte material e político para que a ordem cristã fosse preservada:
“Enquanto todos os homens submissos ao poder de Roma combatem por vós, imperadores e príncipes da Terra; vós combateis por Deus Todo-Poderoso e pela Santa Fé.” (Santo Ambrósio, Carta 17, PL 16, col. 961)
Ao atacar a monarquia, os revolucionários enfraqueceram a Igreja e pavimentaram o caminho para uma sociedade secular e materialista.
A Revolução Francesa, portanto, não foi apenas um evento histórico, mas um ataque profundo contra Deus, a Igreja e a ordem divina.
A substituição da monarquia pelo regime republicano simbolizou a tentativa de substituir Deus pelo homem, um movimento que continua a impactar negativamente a civilização ocidental até os dias de hoje.
2.2. O ataque contra a ordem religiosa
A Revolução Francesa representou um divisor de águas nas relações entre o Estado e a Igreja, surgindo de uma série de fatores, como desigualdades sociais, crises econômicas e a influência das ideias iluministas, e buscando estabelecer uma sociedade baseada na “liberdade, igualdade e fraternidade”.
No entanto, esses ideais foram muitas vezes usados para justificar ataques à fé cristã e à Igreja Católica.
2.2.1. A Igreja antes da Revolução
Antes da Revolução, a Igreja Católica tinha uma posição central na sociedade francesa, sendo responsável por aspectos fundamentais da vida pública, como a educação, a saúde e a assistência aos pobres.
Além disso, ela gozava de privilégios como a isenção de impostos e a propriedade de vastas terras, que representavam cerca de 10% (dez por cento) do território francês.
A revolução, influenciada por filósofos iluministas como Voltaire e Rousseau, passou a considerar a Igreja um obstáculo ao progresso humano e à liberdade.
Os revolucionários viam na Igreja um símbolo da opressão do Antigo Regime (monarquia absolutista), e suas ações contra a Igreja foram muitas vezes guiadas por ódio ao cristianismo.
2.2.2. Ataques à Igreja durante a Revolução
As modalidades de ataque que a Igreja sofreu a partir da Revolução Francesa podem ser vistas a seguir:
- Confisco de bens da Igreja (1789): Um dos primeiros atos da Revolução foi a expropriação das terras da Igreja, que foram declaradas propriedades nacionais e vendidas para financiar o novo governo. Isso enfraqueceu economicamente a Igreja e a colocou sob controle do Estado.
- Constituição Civil do Clero (1790): Este decreto subordinou a Igreja ao Estado, obrigando os clérigos a jurar lealdade ao governo revolucionário. Muitos recusaram, gerando uma divisão entre o clero “juramentado” (leal ao Estado) e o “refratário” (leal ao Papa).
- Descristianização (1793-1794): Durante o período do “Terror”, liderado por Robespierre, o governo adotou uma política agressiva de descristianização. Igrejas foram fechadas, símbolos cristãos destruídos e o culto a Deus substituído por celebrações como o “Culto à Razão”. O calendário gregoriano foi substituído por um calendário revolucionário, eliminando domingos e festas religiosas.
- Perseguição aos cristãos: Muitos clérigos foram presos, exilados ou executados. Entre 1793 e 1794, centenas de padres e religiosos foram guilhotinados ou mortos por se recusarem a renunciar à sua fé. A Catedral de Notre-Dame foi transformada num templo dedicado à “Deusa Razão”.
2.2.3. Consequências para a Igreja
A Revolução Francesa foi catastrófica para a Igreja Católica na França e em outros países que seguiram seu exemplo. O impacto foi sentido em várias áreas:
Destruição física e cultural: Igrejas e mosteiros foram destruídos ou secularizados, resultando numa perda inestimável para o patrimônio cultural e religioso.
Perda de autoridade moral e social: A Revolução desacreditou a Igreja aos olhos de muitos, promovendo o secularismo e a separação entre Igreja e Estado.
Perseguição e martírio: Milhares de cristãos, incluindo padres, religiosos e leigos, morreram como mártires durante o período revolucionário.
A Revolução Francesa foi, portanto, um dos maiores ataques à Igreja Católica na história moderna, marcando o início dum movimento global de secularização que buscava remover a religião da esfera pública.
Ela abriu caminho para outras revoluções anticlericais no século XIX e deixou uma herança de confronto entre fé e razão que continua a desafiar a Igreja até hoje.
3. Os Efeitos da Revolução Francesa na Igreja e os Pontificados de Pio VI a Pio XII
A Revolução Francesa não apenas abalou as estruturas políticas e sociais da Europa, mas também deixou marcas profundas na Igreja Católica.
Esse período foi caracterizado pela paganização, secularização e infiltração de ideias revolucionárias na sociedade e, eventualmente, no próprio seio da Igreja.
A partir do pontificado de Pio VI (1775-1799), a Igreja entrou num período de resistência e combate contra essas forças, que se prolongaria até o pontificado de Pio XII.
Pio VI, “o papa mártir da Revolução” foi um dos grandes defensores da Igreja em tempos de crise. Ele enfrentou diretamente os ataques da Revolução Francesa, incluindo a implementação da Constituição Civil do Clero, que tentou subordinar a Igreja ao Estado, condenando-a em 1791, declarando-a um atentado contra a liberdade e a unidade da Igreja.
Demonstrando santidade e coragem, Pio VI foi feito prisioneiro pelos revolucionários franceses em 1798, sofrendo humilhações e maus-tratos até sua morte em exílio em Valença, em 1799.
Sua firmeza em defender a fé e sua disposição de sofrer pela Igreja são marcas de sua santidade. Em sua encíclica Quod aliquantum (1791), Pio VI denunciou as ideias revolucionárias que infiltravam a sociedade, afirmando:
“Os homens que prometem libertar as pessoas da autoridade divina acabam subjugando-as a uma nova tirania, a de suas próprias paixões e desordens.”
Daí em diante, o processo de infiltração e ataque sistemático contra a Igreja persistiram, permeando todos os pontificados seguintes, senão vejamos.
Pio VII (1800-1823): sucedeu Pio VI em meio ao caos e teve de enfrentar Napoleão Bonaparte, conservando a resistência. Ele foi preso pelo imperador e permaneceu cativo por vários anos, resistindo bravamente às tentativas de subordinação da Igreja.
Pio VII restaurou a Companhia de Jesus em 1814, reconhecendo a necessidade dum exército espiritual para combater a paganização crescente.
Em sua encíclica Ecclesiam a Jesu Christo (1821), Pio VII condenou as sociedades secretas, especialmente a Maçonaria e a Carbonária, que buscavam subverter a ordem social e eclesiástica:
“Essas sociedades secretas […] não têm outro objetivo senão fomentar a rebelião e despojar os reis e príncipes de seu poder.”
Leão XII (1823-1829) e Pio VIII (1829-1830): Mantiveram a linha de resistência aos efeitos da Revolução Francesa, condenando o liberalismo e as sociedades secretas, que promoviam a secularização e a infiltração na Igreja.
Leão XII, na encíclica Quo Graviora (1826), reafirmou as condenações de seus predecessores às sociedades secretas, alertando para os perigos que elas representavam à fé e à moral cristã e, por sua vez, em sua encíclica Traditi Humilitati (1829), Pio VIII denunciou as falsas doutrinas que ameaçavam a pureza da fé, enfatizando a necessidade de vigilância contra erros que poderiam infiltrar-se na Igreja.
Gregório XVI (1831-1846): Foi um feroz opositor do modernismo e das ideologias revolucionárias. Em sua encíclica Mirari Vos (1832), ele condenou o indiferentismo religioso e a separação entre Igreja e Estado, que começavam a ganhar força:
“Essas sociedades […] têm como objetivo subverter a Igreja e o Estado, espalhando erros perniciosos.”
Pio IX (1846-1878): Enfrentou a unificação da Itália e a perda dos Estados Pontifícios, mas permaneceu firme contra o liberalismo e o modernismo.
Em 1864, publicou o Syllabus Errorum, uma lista de erros modernos, incluindo a ideia de que a Igreja deveria se adaptar ao mundo moderno, o racionalismo, o indiferentismo religioso e as sociedades secretas.
Ele também convocou o Concílio Vaticano I, que definiu o dogma da infalibilidade papal.
Leão XIII (1878-1903): Combateu as injustiças sociais causadas pelo capitalismo desenfreado, mas também denunciou o comunismo e as sociedades secretas em encíclicas como Humanum Genus (1884), que condenava a maçonaria e suas influências:
“A seita dos maçons […] tem por objetivo destruir a santa Igreja e estabelecer em seu lugar uma nova ordem baseada no naturalismo.”
São Pio X (1903-1914): É conhecido por sua luta incansável contra o modernismo, que ele chamou de “síntese de todas as heresias” na encíclica Pascendi Dominici Gregis (1907) e alertou sobre sua infiltração no clero:
“Estes inimigos da Igreja […] não já fora, mas dentro dela, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer, nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo.”
Também, publicou o Juramento Antimodernista e incentivou o retorno à piedade e à simplicidade na vida cristã. Foi canonizado em 1954, pelo Papa Pio XII.
Bento XV (1914-1922): Durante a Primeira Guerra Mundial, buscou ser um mediador da paz e denunciou os horrores da guerra.
Embora seu pontificado tenha sido mais pastoral, ele continuou a resistir à secularização crescente, alertando sobre as divisões internas e as falsas doutrinas que ameaçavam a unidade da Igreja, e exortando os fiéis à caridade e à verdade, principalmente na encíclica Ad Beatissimi Apostolorum (1914).
Pio XI (1922-1939): Condenou o comunismo, o nazismo e o fascismo. Em encíclicas como Divini Redemptoris (1937), alertou sobre o perigo do materialismo e defendeu a liberdade da Igreja contra os regimes totalitários. Nela, condenou o comunismo ateu e sua tentativa de infiltrar-se na sociedade e na Igreja:
“O comunismo […] revela-se intrinsecamente perverso, e não se pode admitir que os que queiram salvar a civilização cristã colaborem com ele de qualquer maneira.”
Pio XII (1939-1958): Enfrentou os horrores da Segunda Guerra Mundial e a ameaça do comunismo no pós-guerra. Condenou tanto o nazismo quanto o comunismo, mantendo uma postura firme contra a infiltração dessas ideologias na Igreja, como na encíclica Humani Generis (1950), em que alertou sobre a infiltração de erros no pensamento católico:
“Os teólogos e filósofos católicos […] não devem ignorar nem desatender essas opiniões que, mais ou menos, se apartam do reto caminho […] “Uma vez que os erros se infiltram até mesmo no seio da Igreja, é dever de todo católico não apenas resistir, mas também defender ativamente a pureza da fé contra qualquer ataque.”
Todos os romanos pontífices, de Pio VI a Pio XII, compartilharam a missão de combater os efeitos da Revolução Francesa dentro e fora da Igreja. Eles denunciaram as ideologias que buscavam subverter a ordem divina e a fé católica, mantendo a Igreja, em especial o papado, como um baluarte contra o secularismo, a paganização e a infiltração de ideias revolucionárias.
Tais pontificados mostram como a Igreja resistiu heroicamente a séculos de ataques, mantendo-se fiel à sua missão divina.
Até que algo aconteceu.
Bibliografia
Catecismo católico da crise na Igreja, Pe. Matthias Gaudron / tradução de Leonardo Calabrese. – Niterói, RJ: Permanência, 2011.
Bento XVI. Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos. Ecclesiae, 2023.
Concílio Vaticano II. Compêndio do Vaticano II: Constituições, Decretos, Declarações. Petrópolis: Vozes, 1984.
Paulo VI. Humanae Vitae. São Paulo: Paulinas, 1968.
Voltaire. Tratado sobre a Tolerância. 1763.
Rousseau, Jean-Jacques. O Contrato Social. 1762.
São Pio X. Catecismo de São Pio X ilustrado e comentado. Rio de Janeiro: Ed. CDB, 2023.
Pio IX. Syllabus Errorum. 1864.
Pio X. Pascendi Dominici Gregis. 1907.
Leão XIII. Humanum Genus. 1884.
Santo Ambrósio. Carta 17, PL 16.