Bispo de Bragança Paulista promove inaceitável encontro inter-religioso

No último dia 25 de janeiro, ocorreu em Franco da Rocha (SP) o 10° Ato pela Paz Inter-Religioso, promovido pelo Grupo Inter-Religioso coordenado pela Diocese de Bragança Paulista, sob a liderança de Dom Sérgio Aparecido Colombo.

O evento contou com a participação de sacerdotes católicos e líderes de diversas religiões, incluindo a “lavagem” da escadaria da Paróquia Bom Jesus da Paradinha, o que levanta sérias questões sobre a fidelidade doutrinária da Igreja e o risco de confusão espiritual entre os fiéis.

O Que é o Diálogo Inter-Religioso e Seus Perigos

O diálogo inter-religioso é frequentemente apresentado como um meio de promover a paz e o respeito mútuo entre diferentes tradições religiosas. No entanto, ele fatalmente ultrapassa o respeito e passa a envolver participação ativa em ritos e cultos estranhos ao catolicismo, de modo que a Igreja se desvia de sua missão de anunciar a Verdade. A fé católica não pode ser reduzida a um entre muitos caminhos possíveis: Cristo é o único Caminho, Verdade e Vida (João 14,6). Qualquer ato que sugira equivalência entre religiões contradiz a própria identidade da Igreja.

A Sagrada Escritura condena expressamente a mistura do culto ao Deus verdadeiro com práticas externas. Em Êxodo 20,3-5, Deus adverte:

“Não terás outros deuses diante de mim.”

Também, em 1 Coríntios 10,20-21, São Paulo ensina que um cristão não pode participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios ao mesmo tempo:

“Aquilo que os gentios sacrificam, sacrificam aos demônios, e não a Deus”.

O Caso de Franco da Rocha e a Contradição de Dom Sérgio Colombo

O evento em questão não foi apenas um encontro para debate ou um gesto de hospitalidade. Ocorreu uma cerimônia religiosa dentro de uma igreja católica, com práticas estranhas ao culto divino. O bispo diocesano, Dom Sérgio Colombo, não só permitiu a realização desse ato como ainda proibiu a celebração da Missa Tridentina na diocese, negando pedidos formais e mobilizando padres para falarem contra os fiéis que desejam preservar a liturgia tradicional, especialmente eu.

Essa incoerência se intensifica quando o tribunal eclesiástico da diocese foi acionado para buscar minha excomunhão sob a acusação de cisma, enquanto nenhum rigor disciplinar foi aplicado aos envolvidos no evento inter-religioso, a exemplo do próprio senhor bispo. Ora, se há exigência de “uso de ordem” para a celebração da Missa Tridentina, por que essa mesma exigência não se aplica aos líderes umbandistas, muçulmanos, budistas e espíritas que participaram da cerimônia?

O Impacto e a Necessidade de Retratação

O pároco responsável pelo evento tentou minimizar a situação, afirmando que não houve “ritual ou culto” e que a cerimônia ocorreu “fora do espaço sagrado”. Essa justificativa não se sustenta, pois a escadaria da igreja faz parte do templo e, independentemente da localização, qualquer participação católica em práticas religiosas não cristãs representa um grave erro religioso.

Esse evento escandalizou e confundiu aos fiéis, colocando a Diocese de Bragança Paulista em posição de grave erro. Diante disso, Dom Sérgio Colombo deve se retratar publicamente, para reafirmar sua posição de exclusividade no culto católico ao único Deus verdadeiro. A Igreja não pode se render ao relativismo e ao sincretismo, mas deve permanecer fiel à sua missão de evangelização, sem concessões ao erro.

Que a Santíssima Virgem Maria interceda para que a pureza da fé seja preservada e que a Igreja retorne à fidelidade absoluta a Deus.

“Filii tui, Domine, non adorarunt Deum alienum” (Os teus filhos, Senhor, não adoraram a um deus estranho – Daniel 3,12).

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